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8 de março de 2012

Mães do Ontem, Mulheres do Hoje

Em nossa vida existem pessoas que são imprescindíveis. Lembro perfeitamente de pessoas tanto fizeram por mim na minha infância, de modo especial Minha Mãe. Eram tempos diferentes, totalmente distintos de hoje. A precariedade das técnicas, tecnologias. Já a ciência era apenas uma esperança mesmo que distante de nosso mundo rural parecia ser apenas benéfica.
As dificuldades existiam e com elas a ausência de tantas coisas essenciais. Como vocês já sabem, éramos muito pobres. Casa simple, arquitetura antiga, luz de lamparinas. Embora tudo isso fosse motivos para desânimo ou para covardia, nunca foi assim em nossa casa. Minha mãe vinda de uma família de mais 10 irmãos, meu Pai de uma família incomum naquele tempo de apenas mais dois irmãos. Entendo que há mais de 30 anos atrás papai e mãe tinham motivos bem mais alicerçados e justificados para pensar muitas vezes em gerar vidas. Porém não existia meio termo naquela época – se houvesse eram casos isolados – mesmo com dor, sem condição, sem ciência (medicina) por perto, como nossas mulheres eram corajosas.
O tempo passou. A ciência já não é apenas benéfica como imaginávamos lá no sítio. Pelo contrário é infectada pela ideologia que por sua vez é uma faca de dois gumes. Ela se prostitui pelas conveniências e pelos interesses (sociais, financeiros). Nossas mulheres  superaram parte da submissão ganharam direitos e deveres. Sim. Tudo isso se deveu a luta, briga e reivindicação. Dia 8 de Março, passou a ser o dia dedicado a mulheres. De maneira honrosa e respeitosa. Não há como negar que a distância entre homens e mulheres diminuiu. Mesmo que ainda falte muito por fazer, a busca pela igualdade é válida e reconhecida.
Minha mãe é mulher neste novo mundo de facilidades e possibilidades. As que ela não tinha quando era mulher de outro tempo. Ela não sabe manipular muito bem o mundo virtual e nem é grande devota da nova ciência. Ser mulher do ontem ensinou mamãe e muitas mulheres serem fortes e corajosas no hoje. Diferente das mulheres da “era cientifica”, que não sabem definir a velhice e a estética, o bem e o mal, o medo e a liberdade, o aborto e a vida. Mulheres que são levadas pelo markentig, pela ciência maléfica, pela prorrogação da vida e principalmente pelo desprezo de um embrião. Que comodismo. Como nossas mulheres de outrora tinham respeito pela vida. Como elas não mediam esforços e sacrifícios para nos colocar no mundo. Hoje estamos aqui por elas. O que me entristece é saber que muitas mulheres, filhas das Mães do ontem, que hoje não dão o mínimo de valor pela vida. Que futilidade aparecer na mídia julgando capaz de fazer o que bem se entende com o próprio corpo. Que exaltação do corpo. Que desprezo pela vida.
Tudo bem podem me chamar de sarcástico, masoquista, podem me apresentar inúmeras questões e possibilidades de abordo. Minha resposta é a resposta de minha Mãe, mulher do ontem, mulher do sofrimento, mulher da ciência precária, mulher do sim, mulher da vida. Não medindo esforço para essa vida que hoje vos fala.
Mulheres do Ontem e algumas de Hoje que seguem as mulheres de Ontem e não compactuam com a interrupção da vida. Obrigado por vocês existirem e não ter colocado inúmeros empecilhos para nos gerar, hoje e sempre o dia será de vocês.

3 de março de 2012

AMOR e ODIO

Alguns anos atrás habitavam num mundo marcado por guerras, discriminação, machismo, escravidão, silêncio etc. Com o passar do tempo as coisas e as pessoas evoluíram na maneira de pensar e ser, pesquisar e rezar.
Hoje as guerras ainda existem não de cunho mundial como tivemos as duas grandes guerras. A discriminação e o Machismo são combatidos com pulso firme e grande punições, na maioria das vezes e dos lugares. A liberdade de expressão foi alcançada bem como a liberdade religiosa. As mulheres conquistaram mais respeito, lugar de destaque e voz ativa na sociedade. Tantas conquistas que nos faz sonhar com um mundo perfeito. E seria se o ÓDIO, a cada dia não roubasse o AMOR. Seria perfeito se acreditássemos e vivêssemos o que somos: imagens, semelhantes, próximos, alteridade. Ao contrário preferimos ser: sombra, diferentes, distantes, inimigos competidores. Somos da mesma espécie, da espécie humana, diferente dos animais que são de vários tipos e espécies, é comum entre eles a disputa, o ferir-se e a morte, afinal são irracionais. Mas e nós? Por que estamos tão pertos de agir e ser como eles que disputam, se ferem e se matam? Fazemos isto por falta de racionalidade? por excesso? Evoluímos tanto racionalmente que excedemos nos contaminando com o ÓDIO, COBIÇA, EGOÍSMO? Tantos questionamentos para poucos que querem pensar nisto e provocar uma mudança verdadeira, parece que este critério humano-irracional fortalece o nosso tão bonito mundo moderno.
Os fatos midiáticos que vejo cada dia me fazem lembrar animais em forma de gente vivendo numa sociedade camuflada pela estética, pelo acúmulo, pela violência fruto do ÓDIO, residente e persistente no coração humano.
Não quero parecer um mendigo pelo mundo de anos atrás. Porém quero apenas dizer que nossas atitudes de sermos gente, humanos, racionais não condizem com o que somos, vivemos. O AMOR que é o princípio de tudo e de todos está sendo justificado como fim de tudo. Mata-se por AMOR, seqüestra-se por AMOR, fere-se por AMOR, mente-se por AMOR, compete-se por AMOR, guerreia-se por AMOR, aborta-se por AMOR. AMOR uma palavra tão bonita no meio de tanta palavra feia, afinal tudo isto então é AMOR ou ÓDIO? Vejamos: Se mata por ÓDIO, seqüestra-se por ÓDIO, fere-se por ÓDIO, mente-se por ÓDIO, compete-se por ÓDIO, guerreia-se por ÓDIO, aborta-se por ÓDIO.  
Parece que hoje o ÓDIO é mais lucrativo do que AMOR. Parece que o ÓDIO progride mais do que o AMOR. Afinal hoje se mata até em nome de Deus, que é AMOR. Hoje culpamos Deus pela falta de AMOR, pelas nossas atrapalhadas e destruições, afinal sempre dizemos: “Deus quis assim”.
Parece muito mais cômodo culpar a Deus pela ausência de AMOR, do que reconhecer o ÓDIO morando em nosso coração. Parece mais fácil fazer Deus sujeito da situação, do que reconhecermos sujeitos e mudarmos. O AMOR é plantado em pequenas sementes, como palavras, gestos simples, abraços de pai, mãe, filhos, comer a mesa, partilhar o que temos e o que somos.
Meu irmão, meu outro, minha imagem, minha espécie, meu semelhante, meu amor. Se assim eu não lhe reconhecer significa que estamos longe, muito longe de construirmos um mundo futuro sem caos onde nossos filhos, possam ter a oportunidade de AMAR a partir do nosso AMOR.
Perdoe-me se pareço revoltado ou saudosista demais.
É que nosso mundo depende de nós, se não tomarmos atitude, Afinal do que adiantou cessarem as guerras, acabar com a discriminação, ganhar liberdade se nosso mundo só piorou, aumentando o ÓDIO. O que sei, é que senão nos convertemos urgentemente, ele poderá futuramente ser residido por robôs sem sentimentos, tudo por causa de gente de ÓDIO que destruiu aos poucos os poucos AMORES.