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17 de outubro de 2012

Lagrimas e Saudades


Existem motivos na vida que por mais que o tempo, pessoas, fatos queiram não conseguimos esquecer. Quando tentamos esquecer a saudade faz questão de nos lembrar. A saudade é ausência de alguém ou algo. Sentimos saudades do existente e dos já existiram. Sentimos saudade de alguém que partiu e poderá voltar, mas também quando sofremos quando sabemos que não há volta, apenas saudades.
Quando se aproxima o mês de outubro o sentimento de saudade a noção de espaço e tempo me norteia transformando tudo num enorme vazio reinante na minha vida.
As lágrimas não cabem nos olhos quando ouço  uma moda de viola, fecho os olhos e me vejo há alguns anos atrás. E por mais que forte é impossível guerrear contra a saudade e as lágrimas.
Falo da minha vida, de alguém que é minha vida, você meu irmão. Eu não lhe vejo, não ouço, mas lhe sinto e que você eternizou em mim, são vozes, cenas que não me canso de ouvir e rever.
Por mais que os anos passam, a saudade nunca passará. Sua ausência é sempre a necessidade da sua presença. Já tentei das variadas formas te tirar de mim, não porque eu não te ame, mas para evitar o sofrimento, mas não há jeito, não há força. Já tentei me anular, fugir de mim, desfazer das lembranças. Tudo em vão. Você continua fazendo falta na minha vida, num pedaço de mim que jamais será substituído.
Já tentei irmão, brigar com a morte, já estudei, tentei comprender e endender. Tudo em vão, as perguntas só aumentaram e as respostas diminuíram e conclusão veio numa palavra: “aceite”. Lido tanto com essa dialética da Vida e da Morte e não sou capaz de me satisfazer com o conhecimento delas. Talvez porque você esteja tão real em minha vida que não sou capaz de aceitar sua partida para realidade alguma.
Sei que nunca mais você voltará, não que eu tenha me cansado de te esperar, JAMAIS. Apenas entendi que a distância entre nós é muito grande para se voltar.
 Minha fé é concreta, não acredito na morte, meu Deus é vida. Porém o sentimento não me define primeiro como cristão católico, como Filósofo ou Teólogo. Antes sou seu irmão mais velho chorão.
Talvez você tenha alguém que você tanto ama e partiu (irmão, irmã, primo, prima, pai, mãe, namorado, namorada). A revolta, o desejo de vegetar, a sensação de que a vida acabou é conseqüência da não aceitação da morte, seja ela natural ou acidental. O fato é que ela existe para todos nós. O que podemos fazer? Nós que aqui ficamos e deixar partir o que já não pertence mais a esta realidade. Pois as lembranças de alguém que já se foi se torna mais saudável e intensifica sua presença a partir do momento que aceitamos sua ausência.
Meu eterno Irmão, você partiu há 11 anos. Tenho saudades e lágrimas e não te esqueço um só segundo, tenho comigo todos os momentos que passamos juntos. Porém sei que não é mais possível causar sua volta. Mas acredito que um dia estaremos juntos, não importa a condição, se seremos crianças, meninos ou homens.
Enquanto este dia incerto não chega, vou vivendo na certeza que meus dias estão se esgotando e nossa distância diminuindo. Por aqui vou cumprindo meus dias, seguindo minha sina, meu destino sem saber onde me levará. Tenho certeza de que estou no seu caminho na sua rota, mais dias, menos dias a saudades, as lagrimas não existirão mais e quando isto acontecer será a certeza de que nos encontramos novamente,  para nunca mais nos separar. 

21 de setembro de 2012

As Derrotas e os Caminhos do Recomeço

Acredito que todos já passamos por momentos na vida que sentimos assim: totalmente derrotados. Qualquer que seja o motivo, uma tarefa que não realizamos algo que perdemos para alguém, enfim são tantas as situações que a gente se sente derrotado, de ter fracassado naquilo que almejamos.
Sempre olhei para as derrotas e para os fracassos com um olhar negativo. Já me senti mal, estranho, confuso, até pensando que nada dava certo na minha vida, na minha história, já pensei; como podem acontecer tantos revezes na vida de alguém. Já tive na vida muitas derrotas e já as lamentei muito. Nunca tive maiores problemas psicológicos, mas conheço pessoas que são eternamente derrotadas na vida porque desenvolveram dentro de si um bloqueio com relação às tentativas. No entanto a derrota sempre foi algo que eu me envergonhava muito e chorava demais.
Até que uma vez sábio amigo que já mora no céu, me fez enxergar o avesso da derrota. O avesso da derrota é exatamente o momento que a gente nunca se lembra, mas é a grande virtude que existe dentro de nós. Foi isto que aquele senhor me ensinara naquela noite tão fria e tão desanimada que eu passava na vida, que a derrota não era conseqüência do fracasso, mais sim de quem tinha lutado e se exposto. Ele me fez olhar o avesso de uma situação que nunca havia parado pra dar valor. Nunca havia pensado que o avesso de algo era tão bonito, que olhar o avesso da derrota despertava dentro de nós  o recomeço. Isso me fez pensar e encarar a vida e meus objetivos de outra forma. Desde então sempre lutei por aquilo que julgava certo, mesmo quando não conseguia realizar, depois da derrota eu me sentava e dava boas risadas e via o quanto eu havia me dedicado e batalhado por algo. Cresci muito com isso. As derrotas que sempre me fizeram muito mal foram as que mais me ensinaram a crescer. E a conseguir as futuras vitórias que viram sempre. 
Não devemos desenvolver a derrota dentro de nós sem antes ter tentado, batalhado. Se hoje não deu certo, não desista. Não estacione nas derrotas da vida e isso faz com que as conquistas e as vitórias estejam sempre distantes.
Pode ser que sua vida hoje esteja assim, derrotas, tudo o que você faz não prospera, se acostumou com as derrotas e nem tem mais vontade e iniciativa para lutar. Pare um momento na sua vida e admire as derrotas, tente ver o avesso delas, só assim você perceberá que o bonito que existe nelas isto devolvera você a você mesmo.
Fui mais feliz na minha vida quando deixei de eternizar as derrotas e passei a acreditar na coragem do recomeço.