Permitam-me entrar na sua vida e na sua história e assim partilhar um pouco do meu tudo e um tudo do meu pouco. Ao ouvir o repico de uma viola, dedilhado de um violão e som místico da Sanfona automaticamente sou transportado ao passado. Aprendi deste pequeno com meu avô Davi o gosto pelas modas de viola, aliás era o que tínhamos no sítio.
Desde pequeno ouvia nomes como Tonico e Tinoco, Lourenço e Lourival, Liu e Leo, Torres e Florêncio etc...No entanto havia um nome em especial que me chamava atenção, um tal JOSÉ FORTUNA. Até então não pelo que ele compunha, mas pelo o que o seu sobrenome sugeria: FORTUNA. Que contrastava com a nossa pobreza. E eu imaginava no seu FORTUNA a FARTURA e a RIQUEZA.
O tempo passou, eu cresci e o mal de chagas consumia José Fortuna, mas não lhe tirava o brilhantismo de suas composições encarnadas na sua história.
Em 2007 quando fui designado, ainda seminarista, aos fins de semana exercer meu estágio pastoral na cidade de Itápolis, não imaginava o que lá me esperava; um reencontro com meu passado. Numa noite, numa roda de amigos lá em Itápolis que disseram José Fortuna aqui nasceu. Naquele momento, a memória recorreu ao meu passado e lembrei da FORTUNA do tal José Fortuna. A partir daquela noite fiz questão de conhecer tudo o que lá existe em homenagem a José Fortuna. De tudo o que lá existe quero falar de algo especial para mim. No início da entrada principal da cidade encontramos uma rua, conhecida como AVENIDA BOIADEIRA. A primeira vez que ali parei confesso a você que chorei. Aquela simples avenida é mística. Ela tem o dom de transcender em nós. Ela nos faz navegar no passado e nos mergulha no escrito de José Fortuna: “Velha Avenida onde deixei rastros de infância que virou saudade e hoje existe em cada esquina meu nome escrito para eternidade”.
O ano de 2007 terminou e fui embora. Levei comigo algo que já estava eternizado em mim a Fortuna de um tal José. Descobri que a Fortuna que eu criança imaginava não estava no Ter do José, mas sim no Ser do Fortuna.
Em Outubro de 2010 estive lá novamente para visitar amigos e amigas que lá fiz pra vida toda. Junto com meus irmãos de caminhada, Monge e Marceluz, paramos na Avenida Boiadeira, que no fechar dos olhos se escuta a toada do Berrante. Monge fã e grande sábio da musica sertaneja na sua simplicidade entoou a magnífica Avenida Boiadeira.
No dia 10 de novembro de 1983 José Fortuna nos deixou. Será? Ele nunca nos deixará porque se eternizou nas suas canções e suas canções se eternizaram em nós e na história.
Faz exatamente 28 anos que o maior compositor de músicas sertanejas se faz vivo apenas na história e nas suas mais de 2 mil composições.
Eu tinha razão quando criança, ao desejar ter a fortuna deste tal José. Hoje eu entendo que a Fortuna o José deixou pra todos nós; sua vida, sua história e suas composições e todos herdamos esta valiosa e mística fortuna de José Fortuna.
28 de janeiro de 2012
16 de janeiro de 2012
Pelicano Eucaristico; simbolo do Cristo e do Sacerdote
Sempre e por toda parte a refeição foi símbolo de união. Para nós, cristãos, a refeição por excelência é a Eucaristia, com caráter de sacrifício e de ação de graças, como perpetuação do único Sacrifício de Cristo para a Igreja e para a salvação do mundo.São Jerônimo, num comentário do Salmo 102, disse: “Sou como um pelicano do deserto, que fustiga o peito e alimenta com o próprio sangue os seus filhos”. Assim, o pelicano torna-se o símbolo do sacrifício e da doação de Cristo pela sua Igreja.
A principal característica do pelicano é única: uma bolsa membranosa que prende o bico, duas ou três vezes maior que seu estômago, que tem a finalidade de armazenar alimento por um determinado tempo. Assim, como a maioria das aves aquáticas, possui os dedos unidos por membranas. Eles são encontrados em todos os continentes, com exceção da Antártida; medindo até três metros, de uma asa a outra e pesando até 13 quilos.
Os machos são normalmente maiores e possuem bicos mais longos que as fêmeas e alimentam-se de peixes.
Na Europa medieval eram considerados animais especiais e zelosos que alimentavam os filhotes com o alimento que extraíam da sua própria bolsa e chegando a faltar alimento, dava-lhes o seu próprio sangue. Daí tornar-se um símbolo da Paixão de Cristo, da Eucaristia e da imolação, costumando a sofrerem de uma doença que os deixavam com marca vermelha no peito.
Outra versão de que eles costumavam matar os filhotes e, depois, ressuscitá-los com seu sangue, o que seria análogo ao sacrifício de Jesus.
Fiel Pelicano, Senhor Jesus! Assim Santo Tomás chamava o Cristo em seu Hino Eucarístico, conhecido como “Adoro te devote” e reconhecia no Cristo a beleza da ave que alimentava com seu sangue os filhotes.
Com o passar do tempo, soube-se que na verdade o pelicano esmagava em seu papo os peixes e o sangue dos mesmos, escorria pelo bico, manchando o peito branco da ave. Com isso, Santo Anselmo reconhece na figura do Pelicano também o sacerdote, que em suas mãos oferece o Peixe (ICTUS: "Iesus Christos Theou Uios Soter", que significa "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador") e dá aos seus como alimento de Vida Eterna.
Temos consciência de que Eucaristia é a renovação da aliança do Senhor com os homens e que através dela se realiza de um modo contínuo a obra da Redenção. Temos convicção de que a Eucaristia é o sinal da unidade e vínculo da caridade e que também dela tende toda ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte donde emana toda sua força (cf. SC. 522, 537, 537 e 600).
Que o Fiel Pelicano nos ensine amar mais a Eucaristia, Sacramento no qual Jesus se acha presente, com seu corpo, sangue, alma e divindade. Ele é banquete sagrado, “o pelicano fiel a nos inundar com vosso sangue, sangue no qual uma só gota pode salvar o mundo inteiro” (Santo Tomás de Aquino).
Artigo de Padre Renato Tampellini
A principal característica do pelicano é única: uma bolsa membranosa que prende o bico, duas ou três vezes maior que seu estômago, que tem a finalidade de armazenar alimento por um determinado tempo. Assim, como a maioria das aves aquáticas, possui os dedos unidos por membranas. Eles são encontrados em todos os continentes, com exceção da Antártida; medindo até três metros, de uma asa a outra e pesando até 13 quilos.
Os machos são normalmente maiores e possuem bicos mais longos que as fêmeas e alimentam-se de peixes.
Na Europa medieval eram considerados animais especiais e zelosos que alimentavam os filhotes com o alimento que extraíam da sua própria bolsa e chegando a faltar alimento, dava-lhes o seu próprio sangue. Daí tornar-se um símbolo da Paixão de Cristo, da Eucaristia e da imolação, costumando a sofrerem de uma doença que os deixavam com marca vermelha no peito.
Outra versão de que eles costumavam matar os filhotes e, depois, ressuscitá-los com seu sangue, o que seria análogo ao sacrifício de Jesus.
Fiel Pelicano, Senhor Jesus! Assim Santo Tomás chamava o Cristo em seu Hino Eucarístico, conhecido como “Adoro te devote” e reconhecia no Cristo a beleza da ave que alimentava com seu sangue os filhotes.
Com o passar do tempo, soube-se que na verdade o pelicano esmagava em seu papo os peixes e o sangue dos mesmos, escorria pelo bico, manchando o peito branco da ave. Com isso, Santo Anselmo reconhece na figura do Pelicano também o sacerdote, que em suas mãos oferece o Peixe (ICTUS: "Iesus Christos Theou Uios Soter", que significa "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador") e dá aos seus como alimento de Vida Eterna.
Temos consciência de que Eucaristia é a renovação da aliança do Senhor com os homens e que através dela se realiza de um modo contínuo a obra da Redenção. Temos convicção de que a Eucaristia é o sinal da unidade e vínculo da caridade e que também dela tende toda ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte donde emana toda sua força (cf. SC. 522, 537, 537 e 600).
Que o Fiel Pelicano nos ensine amar mais a Eucaristia, Sacramento no qual Jesus se acha presente, com seu corpo, sangue, alma e divindade. Ele é banquete sagrado, “o pelicano fiel a nos inundar com vosso sangue, sangue no qual uma só gota pode salvar o mundo inteiro” (Santo Tomás de Aquino).
Artigo de Padre Renato Tampellini
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