3 de fevereiro de 2011

UM TEMPO


Em certa ocasião tive a oportunidade de meditar sobre o tempo e a distância. Hoje de maneira repentina os separo pra dizer somente de Ti, Meu amigo TEMPO.
Sabemos da importância do Tempo. Ele é senhor do movimento externo da vida. Nele nós nos movemos, somos e existimos. O tempo é o responsável para que as coisas saiam dos seus lugares, mas é também o protagonista para que elas se encaixem ou retornem nos seus lugares. O Tempo é semeador de nossas lágrimas para colhermos os risos e as alegrias. O Tempo é o sábio curador das mágoas, é o mestre da paciência e o doutor do amor. O Tempo no seu tempo nos devolve a calmaria, as noites bem dormidas. O Tempo nos derrota para que em seu Tempo saibamos vencer.
Um tempo é a expectativa de algo a chegar ou recomeçar. No entanto pode ser tempo para terminar o que um dia existiu.
O Tempo é a medida e razão do instante para cada um. Seja para adormecer ou despertar. Um Tempo pode ser uma única oportunidade que se escapa no dia ou na noite. Um tempo pode ser um pedido de alguém para alguém que nunca mais voltará. Um Tempo é a cura, mas também pode ser a Perdição. Um Tempo pode ser num piscar de olhos a partida ou a chegada.
È minha gente o Tempo nos ensina que a cada instante que se foi existe a possibilidade de ser feliz que depende de cada um de nós. Um tempo revela que num instante as pessoas e as coisas se eternizam em nós. Um tempo pode nos abrir caminhos e razões que às vezes as emoções ofuscam. Quando privamos a Tempo ele se transforma em nosso tempo, se torna Um Tempo.
Um tempo sempre estará dentro do Tempo, sujeito a modificações e inversões de valores, pessoas e coisas. Basta sabermos esperar porque dentro de Um Tempo existem muitos Tempos de idas e vindas, de passado e futuro se articulado dentro do Tempo que um dia fora apenas Um Tempo.
Mas o Tempo, seja ele privado ou não, ele continua se perdendo e se esgotando em nossas histórias e escolhas.